08 fevereiro 2009

Boa pinga

Em matéria de vinhos portugueses, os únicos que conheço, costumo afirmar que, nos dias de hoje, o difícil é encontrar maus vinhos, não os bons. E isto é uma boa notícia. Também se compreende que assim seja, dadas as condições que hoje se dispõem, quer no domínio da ciência e dos métodos de fabrico, quer no das condições de armazenamento e de acondicionamento, sem esquecer o papel importante desempenhado pelos meios de promoção e divulgação. Actualmente, só mesmo um mixordeiro encartado e militante produzirá maus vinhos...
No meu caso, são as provas empíricas e aleatórias, mais do que o conhecimento informado ou adquirido, aliadas a algumas condicionantes (de preço ou outras) que motivam as compras e/ou os meus gostos (quem não tem cão, pode caçar com gato...).
Há, felizmente, muitos e bons produtores e marcas. Para mim, hoje reconheci mais uma: Colinas de S. Lourenço, 2005, Bairrada. Saúde!

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10 fevereiro 2007

Vinhos

Apreciar um vinho tornou-se uma experiência sensorial e intelectual. Está distante o tempo em que a ingestão de vinho se fazia sem critério ou medida, comportamento boçal típico do bebedor de outros tempos. Hoje em dia, cada vez mais, os apreciadores refinam o seu gosto e opções, alicerçados ambos em conhecimento, experiência e bom gosto. Apreciar vinho tornou-se num must, sinal de requinte e de estatuto. E isso também se verifica em relação à literatura especializada sobre esta matéria, responsável pela criação de um universo de conhecedores ou curiosos interessados. Muitas vezes, por agradável que possa vir a ser a degustação de um certo ou determinado vinho, é o que se diz e escreve (sobretudo) dele que, quantas vezes, desencadeia fenómenos de devaneio, evasão ou de prazer, independentemente da sua prova. Até por não ser possível, muitas das vezes, por variadas razões, sobretudo de ordem financeira. Quando isso acontece, fica pelo menos esse momento e essa experiência de leitura, pairando e perdurando como um enigma. Quem sabe?... Talvez um dia... o enigma e o ciclo se fechem. Quem sabe?...

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24 março 2006

Barca Velha

Chamam-lhe "príncipe dos vinhos", "vinho mítico", "o mais estimado vinho do Douro": - o Barca Velha!
Em Maio-Junho, o novo Barca Velha, da colheita de 1999, aparece no mercado. Quem me dera ter uma garrafinha... ou duas... ou três...

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05 fevereiro 2006

Rótulos

Sinal de apreço, manifestação de regozijo ou simples comemoração são algumas das situações em que se pode oferecer um vinho como prenda. É um gesto que enobrece quem dá e dignifica quem recebe.
Num mercado competitivo como o dos vinhos, os produtores recorrem à publicidade e às estratégias de promoção para garantirem quota de mercado para os seus produtos, numa busca incessante para chamar a atenção de potenciais consumidores. Mas, ninguém se iluda, se os vinhos não forem bons, nada a fazer! Já foi tempo! Agora, acho difícil.
Um produtor de vinhos português está a promover alguns dos seus vinhos com o recurso a um expediente publicitário interessante - a possibilidade de os consumidores poderem vir a personalizar os rótulos.
Caso esta prática não esteja ainda generalizada, o que desconheço, acho que ela tem todos os requisitos para que o venha ser, a breve trecho.
Assim, para quem possa ter acalentado o sonho de, alguma vez, oferecer um vinho em que queira deixar um "toque pessoal", mais durável no tempo, para além do gesto implícito no acto da oferta, já sabe: alguém, pelo menos no mundo dos respectivos produtores, pode ajudá-lo.
Os consumidores agradecem.

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15 janeiro 2006

Vinhos

Os seis candidatos à Presidência da República foram convidados pelo jornal Público a revelar quais seriam os seus vinhos preferidos. Das escolhas dos candidatos, publicadas no suplemento "Fugas" daquele jornal, de 14 de Janeiro, fixei, pela absoluta novidade, a de Garcia Pereira: "Bom Juiz", um vinho alentejano tinto reserva de 1999, produzido pela Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz.
Comecei a interessar-me por vinhos há alguns anos, sempre numa atitude de curioso e de amador. Falha minha, provavelmente, e insuficiente conhecimento, com certeza, levam a que este estado inicial ainda não tenha sido ou custe a ser ultrapassado. Sim, também nesta matéria há os curiosos e os especialistas, os amadores e os profissionais, os que podem e os que arreiam. Adiante!
Apesar de tudo o que atrás escrevi, o assunto "vinhos" é uma matéria a que, sempre que posso, gosto de dedicar alguma atenção: bebendo, lendo, provando ou dissertando. A notícia, que para aqui chamei, é disto um exemplo.
Avancemos, pois, sem medos! À chegada, dependente do caminho que cada um traçar, certamente estará à nossa espera um bom vinho, branco ou tinto, para ser degustado com prazer e nos fazer despoletar um conjunto de sensações que reteremos na memória e no palato. Porque não, começar pelo "Bom Juiz"?...

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