07 outubro 2024

Sublinhados

Temos uma relação complexa com os livros. Entrando assim, «a pés juntos», muita gente se afasta do caminho. Não querem problemas ou, no mínimo, que os chateiem... Uma pergunta de algibeira: quem costuma sublinhar os livros? «Os estudantes», dirão uns; os «desmemoriados», dirão outros; os que «estragam», porque lhes dá gozo ou permite a expressão artística, qualquer que ela seja, incluindo a estapafúrdia... Aqui, já os potenciais leitores se «puseram na alheta», mesmo sem se fazer uma referência aos que sublinham para sinalizar, reflectir, voltar lá, em suma, tentar apreender o que o autor e ou tema se propunham ou disponibilizam a juízo ou fruição.

Etiquetas:

05 outubro 2024

Ensaiozito

«Juntou as mãos e olhou para o Céu» e «Cuspiu nas mãos e agarrou na enxada» são duas frases que, aparentemente, se afastam, mas só aparentemente. Senão vejamos: ambas se referem às mãos e à utilidade e diversidade do seu uso: sagrado, no primeiro caso, profano, no segundo, embora aqui também subjacente uma valoração de um acto mitificado, pelo menos nas sociedades de matriz agrícola, como é o do cultivo da terra. Casá-las ou afastá-las é coisa que caberá a cada um decidir.

 

Etiquetas:

21 setembro 2024

A propósito de uma leitura...

Muitas ou poucas vezes, mas um facto normal, suponho, quem lê vê-se confrontado com conteúdos ou informação que não consegue facilmente apreender ou interpretar, seja pela especificidade ou complexidade da matéria, seja pelo estilo ou técnica de comunicação de quem escreveu o livro, artigo, informação, etc., que temos nas mãos ou a que acedemos num qualquer suporte digital.

Tratando-se de um facto normal, nem por isso o desconforto do leitor visado é menor, julgo, pois é uma situação que, queira-se ou não, remete para um juízo não propriamente abonatório das nossas competências e ou capacidade, podendo conduzir-nos a conclusões depreciativas sobre o que sabemos ou podemos vir a saber...

E foi uma experiência destas, como a que descrevi, que me aconteceu ao ler o livro, Sete Breves Lições de Física, de Carlo Rovelli, físico italiano, escrito numa linguagem e com uma clareza e beleza extraordinárias, prestando homenagem ao talento e ao interesse pela divulgação de conteúdos científicos claramente afastados do que é a nossa experiência quotidiana e enquadramento cultural, como é o caso dos conceitos e das implicações da Física Teórica, escrito de uma forma encantatória e apelativa, repito, com isso nos redimindo do desconforto inicial e provocando um efeito contrário, que é o de valorizar e fazer um esforço para captar, nem que seja de forma imperfeita ou superficial, aquilo de que o autor nos fala, pois retrata uma realidade e uma experiência de que se torna difícil conceptualizar, no imediato, os seus contornos e consequências, mais não seja como reconhecimento pelo seu esforço e dedicação em relação ao que nos está a transmitir, podendo dizer, com orgulho, que podendo não ter percebido muito do que o autor me falou ou tentou demonstrar, dada a revolução conceptual a que faz apelo, ainda assim estou-lhe grato pelo resultado.

Etiquetas:

20 fevereiro 2022

Vamos nessa...?

Saltou-me a frase «regressar à cultura». O que é que isto significa...? Má consciência ou nostalgia, talvez, mas qualquer coisa foi, provavelmente provocada por tê-la ouvido na rádio a alguém que chamava a atenção para a realização de espectáculos em determinado local e datas, a razão próxima foi essa. Mas, repito, que significa regressar à cultura, se a maioria das pessoas nunca por lá passou, muito menos frequentou ou fruiu…? No meu caso, reconheço, talvez só de raspão e de longe, pois até nisto é preciso ter preparação, motivação e disciplina para se andar por esse caminho. Regressar à cultura, sim, mas talvez começando pelo início, procurando saber o que é isso, a cultura. Na maioria das vezes, as opiniões não coincidem e, nalguns casos, até divergem... Será que escrever ao correr da pena, como estou a fazer agora, contribuiu para isso, mesmo que de forma breve…? Não sei. Mas que o apelo do regresso é tentador, isso é um facto. Será possível…? Porque não dar-lhe o toque de que mais gosto, o de torcer o sentido normal ou habitual da expressão e pintalgá-la com um toquezito de nonsense: regressar à cultura, sim, mas quem paga a viagem e o alojamento…?

Etiquetas:

23 fevereiro 2020

Por que não um policial?...

Falemos, então, de livros. Em concreto, dos policiais. Desengane-se quem, à semelhança do estereótipo de neles o suspeito ser o mordomo, julgar que é um género menor, pouco consentâneo com os píncaros literários... Não só o mordomo nem sempre é suspeito como os policiais nem sempre são peças literárias ligeiras, como às vezes se propala, injusta e maldosamente, diria eu. Não e não às duas anteriores observações e um comentário mais aprofundado sobre o efeito perverso que a definição de um cânone (por definição, exclusor) muitas vezes lança, como um labéu, sobre géneros literários, livros e autores. Não que não se reconheçam os méritos e a necessidade de existência desse cânone, com os seus méritos, de certo, mas também, com certeza, com os seus defeitos, tal como está nos livros e não se trata de uma ironia... Não há que ter medo de assumir que há livros que nos fazem fruir livremente e sem preconceitos o seu conteúdo e as suas histórias, umas vezes mais bem escritas do que outras, sem dúvida, mas capazes de nos embalar e fazer transportar para realidades, mundos ou imaginários que nos enriquecem e não nos empobrecem, nada disso. Se esses livros pertencem ao género A, B, ou C cada um é que sabe e deve avaliar também, independentemente e para além do cânone. Muitas das estratégias de captação de leitores devem começar por aqui e dar a mão à palmatória de que às vezes podemos estar um bocadinho enganados... E isso aplica-se não só ao cânone e aos seus livros, como também aos géneros que dele costumam estar mais afastados, incluindo também, como é óbvio, os policiais... Pelo menos foi a opinião do mordomo... enquanto se preparava para ser de novo suspeito...

Etiquetas:

24 novembro 2019

18 palavras

«A patrulha subiu à montanha. Um só homem regressou. Morreu antes que nos pudesse contar o que aconteceu». (in «A respiração da guerra», da autoria de Isabel Lucas, suplemento Ipsilon do Público, de 28 de junho de 2019, p. 28, a propósito da publicação de Despachos, de Michael Herr, Antígona. O autor foi correspondente de guerra no Vietname, colaborou no Apocalipse Now, de Coppola (a narração em transe de Martin Sheen no filme) e ajudou a escrever o argumento de Born to Kill (Nascido para Matar), de Stanley Kubric. A frase inicial é a transcrição de uma afirmação de um soldado ao correspondente, que ele identificou como uma das histórias de guerra «mais acutilantes e profundas». Como ficção breve é um portento!

Etiquetas:

31 maio 2018

Aforismo

Cultive-se! Na dúvida, cave.

Etiquetas:

20 fevereiro 2016

Umberto Eco

Morreu Umberto Eco. O Nome da Rosa será, talvez, o livro (também o filme) e a referência mais imediata ao seu nome e à importância de que se terá revestido para muita gente, sobretudo para a mais apartada das manifestações culturais e intelectuais ligadas ao mundo e à vida universitárias. Também importante pelas incursões que fazia pelos temas mundanos, uma característica que se saúda mas que não deixa de surpreender, vinda do mundo de onde vinha. Voltar ou descobrir a obra é uma oportunidade que se deveria aproveitar, porque necessária, esta sim uma homenagem condigna.

Etiquetas:

03 abril 2015

Vida e morte

A propósito da morte, no mesmo dia, do economista Silva Lopes e do cineasta Manoel de Oliveira, duas afirmações honestas:
_ Tenho pena de deixar de ouvir os comentários de Silva Lopes sobre Economia, que me faziam estar atento e dar relevo ao que dizia, mais não fosse porque percebia o discurso e os argumentos, ao contrário do que acontece com a maioria dos economistas;
_ Não sei se alguma vez estarei preparado ou disponível para entender/compreender o cinema e a projecção de Manoel de Oliveira. Sobre a sua morte, o que verdadeiramente me surpreendeu é que ela não parecia possível.


Etiquetas:

21 março 2015

Conhecimento

Ficara a pensar numa expressão que ouvira e que sintetizava, com grande argúcia, o que se verificava em relação aos especialistas e aos generalistas. Segundo o que ouvira e julgara ter percebido, um especialista ia sabendo cada vez mais sobre sobre cada vez menos coisas; um generalista, pelo contrário, ia sabendo cada vez menos sobre cada vez mais coisas.
Parecera-lhe que tinha sido esse o sentido do que ouvira. Caso não o fosse, contudo, arranjara uma fórmula mais simples, e que era esta: o especialista é aquele que sabe cada vez mais sobre pentelhos e cada vez menos sobre o resto do corpo. Com o generalista é o contrário.

Etiquetas:

13 outubro 2013

A biblioteca

A biblioteca funcionava num edifício bem situado e dispunha de condições confortáveis, umas mais favoráveis ao estudo e à reflexão e outras mais vocacionadas para o lazer e o divertimento. Talvez por isso, os utilizadores eram diversos e coabitavam sem problemas: independentemente da idade, do interesse ou da necessidade, para todos parecia haver espaço naquela biblioteca. Apesar desta noção de inclusão, nem sempre se está preparado para as surpresas que podem ocorrer, como se constatou e se fez prova para memória futura, quando ela se tornar necessária para compensar a que faltará a quem viu ou, neste caso, ouviu: um sonoro e troante ressonar, de pessoa incógnita, mas audível e manifesto nas salas mais recatadas, parecendo anunciar trovoada dentro de portas ou o roncar de aviões da 2.ª Guerra, sobretudo para aqueles mais dados ao estudo do período ou com pretensões ao devaneio literário. Para quem costuma frequentar estes espaços com o espírito e a atitude tributados aos lugares sérios, não deixou de ser gratificante e risível esta manifestação de irreverência sonora, qualquer que tenha sido a sua causa, que alguns interpretarão como cansaço e outros, quem sabe?, como um possível grito de alerta sobre o tema ou a qualidade do autor...



Etiquetas:

16 fevereiro 2013

A actualidade e o desafio de Eça

Leitura recente de Eça de Queirós recordou-me e fez-me reviver o fascínio do estilo e a actualidade do conteúdo. Mas também deixou um travo amargo, mais não seja pelo reconhecimento de que muitas das referências e dados histórico-culturais dos seus textos não são de apreensão ou interiorização imediata pelo leitor contemporâneo, solicitando o recurso permanente às obras de referência para os contextualizar e perceber. Mas isto não é necessariamente um contratempo, podendo, pelo contrário, ser um incentivo a uma melhor e mais informada leitura. Haja ânimo e vontade e o resultado será proveitoso.

Etiquetas:

20 outubro 2012

Manuel António Pina

Morreu Manuel António Pina, um dos grandes cronistas portugueses. Não são precisas mais palavras.

Etiquetas:

01 janeiro 2011

Tradição

No 'Dia de Ano Novo' não perdia as notícias sobre os banhos no mar, típicos da data e praticados por entusiastas da tradição e do efeito regenerador da terapia. Sempre acalentara a ideia de, um dia, vir a ser um dos heróis dessas notícias e (quem sabe?!...) vir a ser falado no café da localidade, na sequência de entrevista após o banho, revigorante e ritual, como se disse já.
Decidira que seria este ano e avançou, afoito,... para o chuveiro!

Etiquetas:

26 agosto 2010

Obrigatório Não Ver

A lembrança já me andava a palpitar na memória e ontem foi o dia decisivo, quando vi o título do programa num livro da autora. «Obrigatório Não Ver», de Ana Hatherly, foi um programa que passou na televisão, nos finais da década de 70, e que tinha como tema central a divulgação de temas culturais de «vanguarda»: prosa, poesia, pintura, escultura, música. Não sendo, nem de longe nem de perto, um conhecedor, entusiasta ou interessado por aí além em movimentos ou atitudes artísticos de vanguarda, não deixa de ser curioso ou surpreendente esta revisitação memorialística de um programa que vi na televisão há muitos anos. Apesar de o contexto sócio-cultural em que visionei o programa, poucos anos após o 25 de Abril, poder ajudar a explicar a apresentação e os motivos (nobres e louváveis, sem dúvida) de um programa desta natureza, ainda hoje me espanto com a sensação hipnótica que o programa exercia sobre nós que o víamos e no enquadramento em que o víamos: num café de província, aos domingos, depois de um serão de dominó, cervejas e resumos (de cerca de 3 minutos) dos jogos do campeonato português de futebol da 1.ª divisão - se não era antológico, era (quase) surrealista! Fosse pelo inesperado, o nosso desfasamento ou pela forma de estar da apresentadora em frente das câmaras, o que é certo é que houve momentos em que nos tornámos quase uns «devotos» do programa. E não deixava de ser curioso, depois de devidamente «amaciados» por sessões de dominó, cervejas, penalties e foras-de-jogo (pouco elucidativos, aliás, dada a distância e a qualidade das filmagens...), nos resguardávamos para o nosso «momento» cultural de vanguarda, disponíveis para ouvirmos e sentirmo-nos embebecidos por mais uma dica ou uma explicação sobre a «poesia pictórica» ou a última composição musical de Jorge Peixinho...

Etiquetas:

08 agosto 2010

Eça, sempre!

Em boa hora, o jornal i começou a editar e a distribuir pequenos livros com textos de Eça de Queiroz. Ler ou reler Eça é um prazer e dos bons. É um autor que mantém uma actualidade espantosa, com um estilo inconfundível. Sendo uma leitura muito agradável, perpassada de erudição e ironia, reconheço, com humildade e honestidade, que ela também faz aflorar as nossas actuais lacunas de ordem cultural e simbólica, por de mais evidentes na interpretação e apreensão de alguns excertos ou frases. É algo muito fácil de constatar e nem é preciso avançar muito nos textos - dois, três parágrafos bastam. Seja como for, com mais ou menos dicionário ou recurso assíduo à enciclopédia sobressai sempre o que interessa: ler ou reler Eça é um prazer!

Etiquetas:

19 junho 2010

Na morte de Saramago

Saramago tem já assegurado o seu lugar na história. Graças ao talento, indiscutivelmente. Vamos a ver se a unanimidade dos elogios, verificados após o seu falecimento, se converte numa maré de leituras e de leitores, passados que forem os efeitos mediáticos da sua morte, ou se, pelo contrário, mais tarde nos lamentaremos pelo «esquecimento» do autor e da sua obra... Seria inédita, esta história?...

Etiquetas:

22 fevereiro 2009

Cultura de crise

Seja pela cadência das notícias, seja pela relevância económica dos sectores envolvidos, o que me parece um facto é que as referências ao estado de crise praticamente parecem confinadas aos universos industrial e financeiro. Deixando de fora outros.
Desses, um dos que mais me preocupa é o do sector e das actividades ligadas ao universo e ao mundo da Cultura.
Desconheço se há estudos ou estimativas acerca do impacto que a crise estará a provocar no mundo e no universo da Cultura. Se não os há, eles vão aparecer.
Este é o tipo de preocupações, estou certo - e independentemente do discurso politicamente correcto - que não irá afectar uma grande (larga?...) maioria de compatriotas. Admito que sim, mas é isso que me preocupa.
Tal como não acredito numa vocação cultural sistematicamente posta em prática - salvo excepções, é verdade -, o oposto também não entra nas minhas crenças mais assumidas. Ou seja, só não haverá mais porque não há capacidade (financeira, a maioria das vezes) para mais. E não falo apenas das grandes produções, ao nível da música, do teatro, da ópera, do bailado, mas de coisas mais prosaicas (aparentemente) como o são a leitura de jornais e de livros, a ida ao cinema ou a frequência de exposições. E isto acontece porquê?
Queira-se ou não, goste-se ou não a resposta a esta pergunta é, simplesmente, esta: não há dinheiro!
Mesmo que sirva para iludir outras questões - por exemplo, genuína incapacidade ou falta de motivação para conviver e fruir desta dimensão, simultaneamente intelectual e emocional - o problema da incapacidade financeira é o verdadeiro cerne da questão. Incapacidade esta - e isto chega a ser um paradoxo - ao qual os próprios produtores e/ou promotores parecem estar alheios, quando somos confrontados com as tabelas e os encargos que são apresentados aos consumidores!...
Vivemos numa situação em que todos os tostões contam, esta é que é a realidade. E, na hora de poupar, os «vícios» da alma ou do intelecto são dos primeiros a pagar. Para quem tenha este tipo de «vícios», para alguns isso não verificará. Mas, para uma maioria muito alargada de «viciados», a opção nem chega a ser opção - fecham os olhos, desviam o olhar ou afastam-se dos caminhos que levavam a certos locais ou acontecimentos. É o preço da crise, é verdade, mas também de regras elementares de sobrevivência. E a esta realidade muito poucos escapam.

Etiquetas:

05 maio 2008

Guicha vs. ramplona

Em ambiente urbano, já não é muito comum ou frequente ouvir palavras ou expressões de extracção ou raíz popular. Quem as conhece ou utiliza vai rareando - por serem, habitualmente, pessoas já de alguma idade -, e também por que as regras e as práticas da sociabilidade e da vivência nas grandes urbes não convidam ou contribuem para que delas se possa ter conhecimento ou um usufruto mais amplo. Haverá excepções, é certo, mas este será o panorama geral. Tudo começou com a utilização, por mim, da palavra «guicha» («guitcha», na pronúncia de Moncorvo), a propósito já não sei de quê. «Guitcha», que me lembre, quer dizer «espevitada, animada, activa», não sendo do conhecimento da pessoa com quem falava. A palavra foi usada num contexto informal e, na sequência da conversa, ouvi - quem sabe se como uma dádiva linguística em retribuição -, uma expressão alentejana a que achei um piadão: «partes ramplonas». Tenho sorte, reconheço, por ainda conhecer pessoas em que este património linguístico é manuseado com desembaraço e propriedade. Chame-se-lhe o que quiser: nostalgia, curiosidade, interesse, memória, gosto, a verdade é que sempre achei graça a estes episódios linguísticos, não tendo conta as vezes em que me surpreendem ou entusiasmam. «Partes ramplonas», estou certo, passou a constar neste rol. «Guitcha» já não precisa, por que já lá consta por direito. Desconheço se a palavra «ramplona» é de origem alentejana ou se, pelo contrário, se funda no castelhano. Suspeito que a origem será espanhola. Pelo que pude aperceber-me, a palavra é utilizada como adjectivo, sendo sinónimo de «vulgar, ordinário», possuidora de uma sonoridade fonética e uma expressividade semântica notáveis. «Guitcha» e «ramplona» são palavras que enriquecem uma língua, pelo seu colorido e pitoresco. Dizem-nos e falam-nos de algo: nós próprios, enquanto País e Povo. Há que aprender a valorizá-las. Pela minha parte, vou continuar a fazê-lo. Espero que de forma «guitcha» e não «ramplona». Oxalá.

Etiquetas: ,

28 fevereiro 2008

Divulgadores

Qualquer que seja o ramo do saber, é nobre a função do divulgador científico. Na maioria das situações, acredito que o divulgador desempenha esta função de bom-grado, quase como um imperativo de cidadania. Haverá algo de gratificante, suponho, nesta tarefa de partilhar o que se sabe ou contribuir para que outros possam vir a saber. É, se quisermos, o princípio pedagógico na sua dimensão mais sublime.

Etiquetas: