30 janeiro 2026

Olho para o negócio...

_ Tenho pr'a aí umas territas, mas parece-me que mas andam a cobiçar... Não sei que faça, mas um concertador dava-me jeito... Não conhece ninguém...?

_ Depende... As «territas» valem alguma coisa...?

_ Umas cascas d'alhos...

_ Raras...?

_ As cascas...?

_ Não, as terras.

_ Só se forem pelo valor da venda... 

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28 janeiro 2026

Podia ser melhor, mas...7

 ... há muita depressão atmosférica.

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23 janeiro 2026

A coisa começou séria, mas foi piorando...

_ Escavemos um pouco...

_ À partida, parece-me uma situação de difícil concretização...

_ Como assim...!?

_ Estamos em cima de cimento. E, tanto quanto vejo, apenas dispomos das mãos. Para escavar, parece-me...

_ Não diga mais!... Tem razão e o erro foi meu. Aprofundemos, então...?

_ Vai-me desculpar, mas não concordo... Sou uma pessoa superficial. Falar de profundezas, deixa-me um bocado à nora!... Podemos ficar-nos pela rama...? 

_ Claro que sim! Levitemos um bocadinho, mais metro, menos metro. Pode ser...?

_ Hum!... Tenho vertigens, sabe?

_ Oh! diabo...?

_ Preciso de uma pausa...

_ Com certeza!... Com certeza!...

_ Vou ali buscar um alho e já venho... 

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21 janeiro 2026

Começou por um palpite, mas...

O futebol (que continua a ocupar o lugar do primeiro amor) que me perdoe, mas é o andebol que vai servir-se deste post, na sequência da vitória de ontem face à Dinamarca, campeã mundial em título (e mais alguns de nomeada), no Campeonato Europeu, e a consequente passagem à segunda fase. Dizer que vencemos a rapaziada nórdica parece uma das brincadeiras de quem escreve neste espaço, habituado que se está a fazer da fantasia e do absurdo o tema principal dos escritos, onde, pelo menos até à relativamente poucos anos, este registo iria ser alojado nessas prateleiras temáticas. Pelos vistos, a «profecia» formulada aqui: https://www.blogger.com/blog/post/edit/20891056/15825639788486665 pode ter algum fundamento, cá estaremos para confirmar se e quando. Querem ver, que um dia ainda se corre o risco de acertar...?

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19 janeiro 2026

Livro

Quando se passa pelas estantes de uma biblioteca, pública ou privada, o olhar sobre as obras à mostra indicia o interesse/desinteresse, curiosidade ou estado de espírito relativos ao que se vai vendo, podendo determinar uma escolha óbvia, surpreendente ou inexplicável. À sua maneira, pode considerar-se uma espécie de jogo, até uma lotaria, se se quiser, algo que se definirá no final da leitura, caso se chegue ou esteja interessado: às vezes regozija-se, outras vezes, não. Sobre Anatomia dos Mártires, de João Tordo, qualquer coisa do tipo da primeira opção terá acontecido, mais surpreendente ainda por causa de uma entrada inicial no livro, que se revelava, à primeira vista, algo difícil e em risco de perda. 

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09 janeiro 2026

Geo(estratégia, mas não táctica)

_ O que está aqui a fazer, com um pau...!?
_ Estou a guardar o que é meu: o meloal!
_ Ai sim!?.... Não é um pouco cedo...?!
_ Tem de ser. O homem do saco anda por aí... Ele que venha!...
_ «O homem do saco»!?... Acredita mesmo nisso, com essa idade...?
_ Claro que acredito!... Então agora, com as notícias sobre o petróleo e as terras raras...
_ Mas não é um meloal, aquilo que tem...?
_ Sim, claro! Mas este é especial!...
_ Porquê? Tem petróleo...? Metais críticos...? Os dois...?
_ Petróleo...!? «Acrílicos»...!? Ná!..., Nada disso... Mas que é especial, é!...
_ E interessa ao «homem do saco»...?
_ Tenho a certeza!... 
_ Porquê...?
_ A zona onde está «é especial»!...
_ Ah! Então sempre deve ter petróleo ou terras raras, não estou a ver outras formas... Não acha...?
_ E você  a dar-lhe!?... 
_ Então, diga lá o que é que o torna especial!?...
_ Está no Triângulo das Bermudas!... 
 
 
 

 

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07 janeiro 2026

O Agente Secreto

Uma forma particular de contar a história (próxima ou distante) do país e das suas gentes: ritmo, segredo, fantasia, humor, sexo, paixão, solidariedade, coisas a resolver ou talvez não, ingredientes que fazem um quotidiano, melhor ou pior, real ou imaginado. 

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05 janeiro 2026

Espécie de aforismo

Não te iludas com tempo seco em época de tempo húmido, nem com badaladas certas, à espera do final do ano. Mais pingo, menos badalada, «a coisa» não está nem anda famosa, por mais ou menos foguetes que se deitem. Cuidados e «caldos de galinha» se aconselham.

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04 janeiro 2026

Em suspenso...

A população juntara-se na praça e nas redondezas para celebrar o fim do ano e comemorar a entrada do novo. Começando a contagem decrescente, o relógio da igreja ficou sem corda. Estupefacto, para não dizer, engulhado, o mestre de cerimónias pegou numa sineta e bradou, com voz de trovão: «Toca, badalada, se não queres uma lambada!...». Desconhece-se o resultado do incentivo...


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02 janeiro 2026

Tire-me um diagnóstico, se faz favor!

«Quem vê caras, não vê corações...», dizem. Nem fígado, intestinos, pulmões, cérebro, músculos, articulações, talvez algo mais, pode sempre acrescentar-se e dizemos nós... Mas, para isso, é melhor uma TAC ou uma ressonância magnética.

Obs.: As nossas desculpas por dar cabo da frase mais conhecida, mas é o preço a pagar pela nova tabela. Com os acrescentos, porém, sedimenta-se o conhecimento da Anatomia.


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01 janeiro 2026

Ida ao banho

1 de janeiro, dia do ritual do mergulho no mar. À sua maneira, um «clássico», pelo menos para as televisões e os jornalistas que são destacados para a cobertura de um evento que, pese talvez os votos formulados na noite anterior, se mantém, ano após ano. Ainda bem, pois gostamos que, apesar da mudança de ano, algo nos conforta e nos faz sossegar naquilo que se mantém, ano após ano. Passemos à reportagem.

Na areia, meia dúzia de «almas» a provocar dúvidas nos espectadores sobre a sua intenção de «ir a banhos», outros já na água do mar mergulhados, seja em versão «toca e foge», seja na mais atrevida entrada de «peito feito», com mergulho mais ou menos ousado. Na areia, qual periscópio, o/a jovem repórter rastreia os que estão de saída da água, como aquele senhor ali, que está mais próximo, e vem de regresso à areia e, quiçá, à quentura da tolha e das roupas próprias. Sai a pergunta, de microfone apontado ao banhista:

_ Estava fria, a água...?

_ Não, estava boa.

_ Vem todos os anos?

_ Todos os anos! Por acaso, no ano passado não vim (ups!, lá se foi o recorde!)...

 

Bom Ano! 

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