Ida ao banho
1 de janeiro, dia do ritual do mergulho no mar. À sua maneira, um «clássico», pelo menos para as televisões e os jornalistas que são destacados para a cobertura de um evento que, pese talvez os votos formulados na noite anterior, se mantém, ano após ano. Ainda bem, pois gostamos que, apesar da mudança de ano, algo nos conforta e nos faz sossegar naquilo que se mantém, ano após ano. Passemos à reportagem.
Na areia, meia dúzia de «almas» a provocar dúvidas nos espectadores sobre a sua intenção de «ir a banhos», outros já na água do mar mergulhados, seja em versão «toca e foge», seja na mais atrevida entrada de «peito feito», com mergulho mais ou menos ousado. Na areia, qual periscópio, o/a jovem repórter rastreia os que estão de saída da água, como aquele senhor ali, que está mais próximo, e vem de regresso à areia e, quiçá, à quentura da tolha e das roupas próprias. Sai a pergunta, de microfone apontado ao banhista:
_ Estava fria, a água...?
_ Não, estava boa.
_ Vem todos os anos?
_ Todos os anos! Por acaso, no ano passado não vim (ups!, lá se foi o recorde!)...
Bom Ano!
Etiquetas: Sociedade
<< Home