O ego inflamado pode ser contagioso?
Em princípio não, pois costuma ser uma coisa localizada e com patente registada. Na dúvida, andar sempre com um saquinho de gelo.
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Em princípio não, pois costuma ser uma coisa localizada e com patente registada. Na dúvida, andar sempre com um saquinho de gelo.
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A morte de João Palma deixa marcas em muitas pessoas. Ficam as músicas e as letras, é certo, mas o desaparecimento físico do autor também se compara com a perda de alguém de que as pessoas gostavam, uma espécie de amigo, primo ou tio mais velho, com uma forma de ser e estar muito especial. A memória também se faz disto.
Etiquetas: Música
Anos escondida, sossegada, sem quebrar um prato, até... hoje! «Difícil é andar sobre o aguçado fio de uma navalha. É árduo, dizem os sábios. É o caminho da salvação». Inserida no livro de Somerseth Maugan, O Fio da Navalha, uma máxima da cultura vedanta, para fazer pensar e reflectir, sobretudo, mas também para sugerir e criar um pequena ficção breve, mais prosaica e parodística.
_ Ui, ai, ui, ai, ui, ai, ui, ai!
_ Aguentamos...?
_ Ui... Ai... Ui... Ai... Ui...Ai...
_ Continuamos...?
_ Até ao próximo posto de enfermagem...
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Há quem goste de ficções breves e quem deteste, ou, no mínimo, franza o sobrolho, sobretudo se o texto assumir uma roupagem estranha, quer quanto ao conteúdo, quer quanto ao tamanho. Escrever que se leu um livro e gostou não é a mesma coisa do que afirmar, alto e bom som, que se é um entusiasta de palavras e/ou frases que, independentemente do tamanho ou arranjo gráfico, têm algo que as torna apelativas pelos motivos mais diversos, por exemplo pela «concisão, narratividade, totalidade, subtexto, ausência de descrição, retratos de pedaço de vida» leu-se algures, numa definição.
Convenhamos, mas também admitindo o «não convenhamos», com pouco poderá dizer-se muito. Para alguns, será suficiente. Para outros, claramente que não. É uma opção.
Para o escriba, a micro-ficção tem os seus encantos. De se ir praticando muito ou pouco, o vício mantém-se.
Aplicando a técnica dos cinco porquês:
_ Não gosto de descrições.
_ Porquê?
_ Tornam-se enfadonhas.
_ Porquê?
_ São muito longas.
_ Porquê?
_ Desconcentram-me.
_ Porquê?
_ Assustam as micro/flash!
_ Porquê?
_ São espantadiças!...
Etiquetas: Escrita
Um filme turco interessante, colocando questões cuja abrangência vai para para além da realidade sócio-política do país, facilmente podendo ser incorporadas noutras zonas e/ou latitudes (quem vir o filme que tire as suas conclusões) e que é esta: qual o impacto no quotidiano das famílias de decisões que são assumidas fora do seu círculo de protecção, mas que (ou talvez por isso) marcam, condicionam, desorganizam aquilo que se julgava mais ou menos consolidado, sólido ou perfeitamente dado como adquirido. E aqui (surpresa!) as novidades aparecem à luz do dia, com uma dinâmica de corrosão que se julgava inexistente, mas onde o questionamento de valores caros aos protagonistas começam a demonstrar a distância que os separa de momentos limite ou de tensão insuportável, colocados a cada um dos membros dessas famílias, com maior ou menor responsabilidade, é certo, mas todos eles com impacto profundo, devastador e fulminante. E a pergunta que se adivinha ou subentende mostra a sua verdadeira face: e agora, que fazer...?
Etiquetas: Cinema
Devagarinho, muito devagarinho, é o conselho... Também uns comprimidinhos para o enjoo, para aguentar o balanço... E não se esqueça do sextante!
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