«A minha memória já não é o que era...», ouve-se muitas vezes. Admitindo que se gasta, perde plasticidade ou fraqueja quando se lhe faz desesperadamente apelo (quantas vezes!...), mesmo assim há lapsos, falhas, esquecimentos que nos custam mais do que outros, talvez por considerarmos que a sua presença e o relevo que lhe tributamos deveriam funcionar como uma espécie de «selo reconhecido de lembrança permanente», imune a qualquer percalço. Mas estamos enganados, como cada um de nós o poderá confirmar. «A memória é traiçoeira», dizem. E o exemplo (mais um!) de que isso é verdade ocorreu recentemente, num espectáculo de teatro, uma comédia tendo por assunto e recriação o cenário habitual da série identificada no título. E dou por mim a concluir: «Então, numa secção destinada à recordação e preservação de momentos da vida que assinalamos como notáveis, sejam eles uma pessoa, um livro, uma música, um filme, uma paisagem, um momento emotivo, etc., não há um lugar de mérito mais do que evidente para o Alô, Alô!!!???...». «Ouçam atentamente, porque só vou dizer isto uma vez: Era o que faltava!!!...»
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