19 junho 2026

Sem título...

E pronto! Lá começou a «nossa» coisa no Mundial: Portugal 1 - Congo 1. Vamos com calma, não nos precipitemos, sigamos o «nosso» líder. E aqui, a primeira dúvida: qual deles...? Bem... deixemos as coisas difíceis para mais tarde... Comecemos por uma fácil: o mote «fazer o que ainda não foi feito». Visto o jogo, talvez tenha existido excesso de optimismo ou, dizendo de outra forma, talvez o mote devesse ter sido outro, por exemplo, mais adequado à realidade destas participações: «fazer o que fazemos habitualmente». Mas mantenhamos a calma, não nos precipitemos... Passemos, então, às grandes e esperadas oportunidades de golo, desta vez acauteladas como nunca, havendo inclusive reforço de guarda-redes, não fosse por isso que os pontapés para golo, de toda a qualidade e feitio, alguma vez pudessem queixar-se de que, na baliza, não estivesse um profissional credenciado na arte do esfregar e apertar as luvas, vulgo guarda-redes, «goleiro», goalkeeper, etc. Neste aspecto, estamos confessados... Mas mantenhamos a calma, não nos precipitemos... E o título...? Por agora...? Com reticências...

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17 junho 2026

Amalucar...?

No dia de hoje, parece que anda tudo maluco. Como frase motivadora não é a melhor, convenhamos, mas é o que há. Seja do calor, do jogo de futebol da selecção, de qualquer outra coisa que se queira (e há tantas!), a frase continua a retratar uma realidade, que é da hoje: boa, má, assim-assim, cada um que escolha, se quiser, mas, se não quiser, também não é grave ou complicado. «Vamos fazer o que ainda não feito...?». Porque não...?

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15 junho 2026

Sem título...?!

Começou o Mundial de Futebol 2026, organização conjunta dos Estados Unidos, México e Canadá. Como é habitual, aqui se procurará, fugindo aos horários e à sequência dos jogos, mas com ênfase na prestação portuguesa, mais «Myame», menos «Myame», botar dois ou três «bitaites» sobre a bola «rolando sobre a grama», dirá  um brasileiro vocacionado pela poetização do futebol, mas nós ainda à procura de arranjar um título que encime os contributos do escriba, que é de lei e faz parte do contrato, ainda que inexistentes. Prognósticos à parte (coisa só aconselhável no fim, João Pinto dixit, como sabemos), vamos lá a ver se é desta que «vamos fazer o que ainda não foi feito...», cantarolou o Pedro Abrunhosa e a Federação pegou para mote, no fim, veremos. Talvez por isso, ser só no fim, ficamos com um título provisório, com uma forma que cumpre o papel e a ambiguidade que se lhe atribui, sujeito às nuances da pontuação ortográfica: com reticências, ponto de interrogação e de exclamação, como se fosse uma tripla.


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Ter um humor corrosivo é benéfico ou não?

Para o humor, sim; para a roupa, não. À cautela, usar sempre um EPI (Equipamento de Protecção Individual).

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12 junho 2026

Tele-consulta

«Não percebo nada de nada!...», disse ao médico. 

«Eu também não», respondeu este. «Mas não se preocupe».

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11 junho 2026

Chaço

Sendo-se conhecedor ou não de carros, aposto que qualquer um já terá emitido um juízo sobre o aspecto ou a robustez de uma viatura quando calha cruzar-se com ela, em andamento ou estacionada, mais frequente, afirmando o estigma: «Que chaço!...», habitualmente associado a um estado pouco recomendável ou lamentável, seja pelos vestígios de ferrugem, sujidade, falta ou deterioração de peças, estado generalizado de incúria, desleixo ou (quem sabe...?) ausência de meios necessários para lhe dar outro ar... Para que não se pense que vamos entrar numa conversa mais direccionada para oficinas e mecânicos, alerta-se que o protagonismo dado ao substantivo advém de mais uma epifania fonético-semântica, assente numa experiência concreta, essa mesma: de me ter cruzado com um «chaço» (mais «tchaço», na fonética das berças, que foi a que ficou gravada e lhe deu para aparecer...), num desentorpecer de pernas a meio da tarde.

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03 junho 2026

Fugaz(mente)

«Apanhei-te!», sossegou-se. «Anda cá, não fujas!...», continuou, mas por pouco tempo, desanimando-se. «Ora, bolas!...», concluiu, resignado. Não conseguira apanhá-la... A natureza das histórias tinha disto. E esta provara-o. Mais uma vez. Parecia das boas... Mas era etérea...

 

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29 maio 2026

Estado (de espírito)

_ Pode dar-me um autógrafo?

_ Penso que não.

_ Porque não?!...

_ O momento não é favorável...

_  Está brincar comigo, não está?

_ Pode pensar isso... mas não.

_  Sendo quem é, costuma recusar autógrafos?

_ Só quando estou a levitar... 

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