Notas breves
Dó breve, ré breve, mi breve, fá breve, sol breve, lá breve, si breve.
Etiquetas: Escrita
Dó breve, ré breve, mi breve, fá breve, sol breve, lá breve, si breve.
Etiquetas: Escrita
Murmurou para os seus botões, quase que pedindo desculpa: «Ando aqui a gastar o meu latim não sei para quê...».
«Não fique triste!» - respondeu-lhe um dos botões, aquele que, por acaso, não estava a desempenhar nenhuma função de botão, como fechar a casa de um casaco ou de umas calças, inclusive de uma braguilha...
«Como assim...?!», surpreendeu-se o «latinista», aparentemente refeito da constatação de estar a dialogar com um botão, que lhe dava réplica ao monólogo, questionando-o: « Diga-me: o Latim não é uma língua morta?», voltou à carga, esperando a réplica que se adivinhava e o leitor, pelo menos, pode antecipar: «Sim, de facto...», respondeu, mas continuando a evidenciar a estranheza em relação às intenções do botão: «Mas continuo sem compreender onde quer chegar...?», confessou, ao que o botão, sonhador, lhe devolvia e continuava o diálogo, desta vez com um enigma/pergunta: «Sendo uma língua morta, que pensar de quem lhe está a dar a vida...?»
Etiquetas: Escrita
«Murreta» era um personagem adequado ao nome. Parecia feito à medida, assentando que nem uma luva, se bem que, aqui, a «luva» não passasse de figura de estilo, pois os socos eram dados sem elas, mais não fosse por respeito ao nome. E o respeito pelo nome era o que se levava da vida, filosofava o «Murreta»... Era bom dar-lhe ouvidos...
Etiquetas: Escrita
Nem sempre, mas de vez em quando, o escriba dava uma vista de olhos pelo material que escrevera e que, por uma razão ou outra, não tinha tido direito ao seu «momento de fama», melhor dizendo, ao seu banho de divulgação pública, fosse no formato papel ou digital. Para que não haja confusões ou mal-entendidos, estamos a falar de um universo e de uma escala pequenos, na casa das três ou quatro almas piedosas que, por caridade ou desfastio, lá iam dando um aceno de simpatia ou um ataque de tosse provocado pelo impacto da «literatura», ainda que afastado do tempo mais propício a manifestações desta natureza... Sendo hoje um desse dias, lá se aprontou o escriba para espanejar a poeira acumulada nas peças escritas e em actual estado de pousio, olhando para umas tantas e tomando-lhes o sentido, às vezes directo, outras enviesado, mas buscando algum que lhe despertasse a atenção, coisa que não estava fácil... Cansado de esperar pela aparição do que não ia aparecer, resignava-se o escriba, para não ficar emperrado e desapontado com o resultado, socorreu-se de uma velha máxima, sempre útil, que era esta: «Hoje, talvez não seja bom dia para limpezas...».
Etiquetas: Escrita
Os cães ladram e a caravana passa: mais abaixo, mais de esguelha, mais acima, mas passa.
Etiquetas: Escrita
Imaginemos que esta mensagem foi escrita no Dia das Mentiras... À partida, começamos mal. Melhor, começamos a mentir ou, quiçá, a dizer a verdade, se for mesmo esse o caso... De facto, pressupomos que algo está, subliminarmente, a escapar por debaixo da porta. Será a verdade...? Será a mentira...? A verdade não é, certamente, e a mentira não mente assim...
Comentário: Protesto! Não sei se veementemente ou não (talvez seja melhor deixarmos a veemência para as redes sociais), mas protesto... O escriba parece que anda baralhado e entrou-lhe água na tola da ida a banhos, é a conclusão que se tira e a única aceitável. No tempo frio, não costuma acontecer isto!... Não tarda, começa o Outono. A haver descarrilamento semelhante, que seja por empanturramento de marmelada ou de castanhas.
Etiquetas: Escrita
A lista discriminava o que deveria trazer: «Papel higiénico, guardanapos, bananas, leite, ovos». Mais um dia, mais uma lista de compras. Igual à do dia anterior ou parecida, com a excepção do papel higiénico. Aos poucos, o seu «moleskine» deixara de registar o que lhe ia ou passava pela mente, ou o que ouvia e lhe suscitava o interesse, coisas que, tempos atrás, lhe serviam de mote ou inspiração, concretizada ou adiada (dependia) para os devaneios de escrita... Cada vez mais, os «indispensáveis» ou os «rotineiros» de um dia-a-dia com poucas diferenças assumiam o papel de tarefas fundamentais... Por falar nisso, esquecera-se de nabos... E nabiças!...
Etiquetas: Escrita
«Terno», «telúrico», «terrível».
Três termos trocados...
Trincados,
Tolhidos,
Talhados.
Tolices...
Etiquetas: Escrita
Já há algum tempo que não escrevia ao correr da pena... Não que faltasse o fôlego ou a pena estivesse a bater recordes, mas por uma natural tendência, presume-se, para a diminuição do ritmo, provavelmente porque é o melhor a fazer... A verdade é que o engatar das mudanças era feito com mais vagar, não por receio da velocidade, do carregar no pedal ou ser apanhado numa operação stop, mas por um especial cuidado com uma eventual entorse do pulso... Conclusão: em vez de escriba, um corpo, preso por arames, aponta mais para outro lado, por exemplo para a mão que utiliza a pena, que se começou a queixar de excesso ou falta de uso. Em linguagem de futebol: escrita zero, entorse do pulso - 1. Não houve recurso ao VAR.
Etiquetas: Escrita
A constatação era óbvia: escrevia pior. «Que fazer?», perguntava-se. E a resposta adivinhava-se: mudar. Mas as dúvidas assaltavam-no: dress code ou casual? Tentou mais uma vez. Nada aconteceu. E o mundo continuou a rolar...
Etiquetas: Escrita
Começar bem o ano também é isto: encontrar o parafuso! Qual é ou para que serve é a pergunta do milhão de dólares!
Etiquetas: Escrita
A princípio devagarinho, a seguir mais intensa, a chiadeira fez-se ouvir... Ficando por saber se era defeito ou falta de óleo... Da porta não era, tinha a certeza, pois já não existia. Seria dos equipamentos...? Como, se não os havia...?! Resignado, mas com algum alento, decidiu-se por enxotá-la. Contrafeita, mas obediente, ela aceitou e foi chiar para outras paragens... Às vezes, ainda se ouve. Mas é ao longe.
Etiquetas: Escrita
Aqui há dias, falou-se na hipótese de um comeback. Para além da expressão em Inglês (Uau!), não se adiantou mais nada para além da criação da expectativa, que se mantém. Não sabendo como lhe dar continuidade, começou-se a esgravatar a possibilidade de lhe acrescentar algum lastro. Mas não só o esgravatar não deu resultado, como o acrescento do lastro também se revelou um fiasco. É no que dá, quando se recorre a spin doctors (Uau!, de novo) de pacotilha... Deixando-nos de tretas: temos ou não temos uma carta na manga...? Até ver, não. Melhor, temos qualquer coisita... O que é, não se sabe... Ou não se quer revelar, confiando em mais um conselho dos ditos spin, doctor de apelido... Esperemos que a coisa resulte. Se não resultar, também não será grave. Acontece muitas vezes, mais do que era suposto acontecer, diríamos. Mais do que linguagem codificada ou críptica, parece que se está a brincar aos exercícios - nem grandes nem pequenos, mas um exercício normal, apresentado como um enigma. Aceitemos esta hipótese. Trata-se de um enigma, de uma fantasia ou, sem mais, de um vulgaríssimo exercício de escrita ao correr da pena...?
Comentário: penso que, agora, os leitores (poucos, decerto) me começam a dar razão pelos alertas que se têm feito a propósito do escriba que vamos acompanhando, umas vezes melhor outras pior. Como receávamos, parece que entrou, definitivamente, em órbita, desconhecendo-se se à volta de Marte ou, um pouco mais longe, espraiando-se pelos anéis de Júpiter..., Saturno...Urano...ou Neptuno... Só apetece dizer: Pelos cornos das renas do trenó, acudam!
Etiquetas: Escrita
Pato, patarreco,
Partiu pateca.
Pita, pitinha
Perguntou, porquê?
Percalço, percalcinho
Piorou, piorou...
Etiquetas: Escrita