31 dezembro 2025

Na Terra dos Nossos Irmãos

Resultado de situações complexas associadas a conflitos, fenómenos económicos, ambientais, sociais, culturais, são várias as as razões que podem dar origem à deslocação de pessoas da sua «terra natal» para uma «outra região», à partida considerada mais segura, mais hospitaleira, mais atractiva. 

Neste filme, repartido por três histórias, abarcando um período de 20 anos, reflecte-se sobre a saga da população afegã que procurou refúgio/acolhimento no vizinho Irão, «na terra dos nossos irmãos», ficando ao cuidado de quem o visiona, sobretudo aos confortados por um distanciamento geográfico protector, reagir ou não ao que ele revela ou representa.


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29 dezembro 2025

Acredita-se que esteja mais frio na loja/casa do que na rua?

Acredita-se, sim senhor! Muitos podem não saber ou dar-se conta, mas esta é uma das originalidades do país.

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Pop song

Lá vai uma...

Lá vão duas...

Três ginginhas a voar!...

Uma é minha, outra é tua...

Outra é de quem a ginjar!...

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26 dezembro 2025

Latin(ada)

Murmurou para os seus botões, quase que pedindo desculpa: «Ando aqui a gastar o meu latim não sei para quê...».

«Não fique triste!» - respondeu-lhe um dos botões, aquele que, por acaso, não estava a desempenhar nenhuma função de botão, como fechar a casa de um casaco ou de umas calças, inclusive de uma braguilha...

«Como assim...?!», surpreendeu-se o «latinista», aparentemente refeito da constatação de estar a dialogar com um botão, que lhe dava réplica ao monólogo, questionando-o: « Diga-me: o Latim não é uma língua morta?», voltou à carga, esperando a réplica que se adivinhava e o leitor, pelo menos, pode antecipar: «Sim, de facto...», respondeu, mas continuando a evidenciar a estranheza em relação às intenções do botão: «Mas continuo sem compreender onde quer chegar...?», confessou, ao que o botão, sonhador, lhe devolvia e continuava o diálogo, desta vez com um enigma/pergunta: «Sendo uma língua morta, que pensar de quem lhe está a dar a vida...?»


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19 dezembro 2025

Marquei um golo de bandeira e ela fugiu!... Será que volta...?

Vai depender da cor... À cautela, comece a cobiçar as do centro do terreno ou as dos cantos...

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Tanto preparo!...

Com alguma ansiedade, é certo, preparou a ida à loja com o cuidado e o esmero dos cautelosos: papéis, identificação, vestuário, adereços, logística. Avançou, então. A loja estava fechada!

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17 dezembro 2025

Onde aterrar

Pelo menos em Português, um título curioso e cheio de potencialidades, conduzindo a conclusões diversas, umas mais entusiasmantes do que outras, dependendo da perspectiva de quem as formula. No essencial, uma abordagem temática aparentemente simples, mas cheia de nuances, algumas delas irónicas ou do domínio do absurdo, carregadas de um simbolismo que faz reflectir sobre qual é, no fundo, o que está subjacente ao desejo ou a vontade de perpetuar o legado individual, qualquer que ele seja, recorrendo ao diálogo como manifestação privilegiada de expressão. 


 


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15 dezembro 2025

Touch down

Todos lhe diziam que teria futuro no futebol. Precisaria de limar algumas arestas, mas coisa de somenos. Feito isso, estaria lá: na ribalta! E ele acreditava nisso. Um dia, porém, a massa adepta presente no estádio não aguentou mais uma performance das ditas «arestas», picando-se de tal maneira que a coisa ameaçou tornar-se incontrolável, à cautela se começando a pedir um reforço policial e um maior número de ambulâncias... Incrédulo, mas também a começar com receio, a futura «vedeta» olhava em volta das bancadas e só via novos, velhos, homens e mulheres, a vaiá-lo e a mandá-lo sair dali para fora, senão... E ele lá foi, cabisbaixo, a pensar no que teria feito, para ele normal, mas um absurdo, para não dizer uma afronta, para o resto das almas participantes... Uma coisa tão simples como: pegar na bola com as mãos, desatar a correr com ela, em ziguezague, e enfiá-la na baliza... Vá-se lá compreender isto: um must no râguebi, um fracasso no futebol...

 

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11 dezembro 2025

Sam Peckinpah passou por aqui...

_ Tem corda...?

_ Cânhamo ou plástico...?

_ Daquela para os sapatos...

_ Esta serve... (empunhando uma shotgun que retirou debaixo do balcão)...? Costuma ser eficaz: 1, 2, ...

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10 dezembro 2025

Greve geral

Solidário, fraterno e, porque não...?, desmancha-prazeres, o esquentador deixou de funcionar, aderindo à greve geral.

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06 dezembro 2025

Mesmo assim...

Cometera um erro, reconhecia. Agora, não adiantavam desculpas, por mais elaboradas que fossem, nem actos de contrição, exprimindo um genuíno arrependimento. Cuspir na sopa era um comportamento ignóbil, concordavam os próximos, apesar da atenuante que invocavam, o ter engolido um sapo, porque isso são coisas que acontecem...

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Um Herói

Visto na tv, um filme iraniano que surpreende pela história, personagens e pelas questões que coloca e de que se alimenta, mais um que se centra nas pequenas-grandes histórias de um quotidiano e numa realidade sócio-política complexas, evidenciadas nas imagens, nos diálogos e nos cruzamentos e implicações das interacções sociais, em que se podem encontrar «heróis», em maior ou menor grau de pureza, protagonistas de sagas que primam pela procura de uma solução ou de um caminho, ficcionado ou tortuoso que seja, mas sempre a procura de uma «luz ao fundo do túnel», se é que ela é possível ou desejável. 


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05 dezembro 2025

Foi só um acidente

Imagine-se num país a tentar, melhor ou pior, fazer pela vida, num quotidiano mais ou menos comum a tantos outros, nas suas diversas dimensões: culturais, sociais, afectivas. Admitindo as diferenças locais, pronunciadas ou ténues, não parece difícil estar de acordo com esta descrição e cenário generalista. À medida que nos aproximamos desse quotidiano, contudo, algo começa a destacar-se: no início, de forma difusa, acentuando-se à medida que o filme se desenrola, provocando e interpelando quem vê, inclusive com recurso ao humor, fazendo um caminho que se adivinha como expectável ou talvez não, pois começamos a aproximarmo-nos de patamares da vida e da alma humanas onde os grandes dilemas éticos se colocam, queira-se ou não, goste-se ou não, esteja-se preparado ou não. E aí chegados, como fazemos...? 


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04 dezembro 2025

Fraca-chicha

É como o que se diz sobre as bruxas: não acredito, mas que as há... Vem isto a propósito de mais um «aparecimento» vocabular de tempos idos, sossegado que estaria lá onde quer que fosse, mas que decidiu mostrar-se e deixar rasto, bom, mau ou assim-assim: «fraca-chicha»! Sobre o seu significado, aferido no dicionário, escapava-me o de «mau ou ruim», ficando apenas o de «magricelas», mais próximo de «lingrinhas», que era o que tinha na ideia, aparentemente «a leste» do significado a remeter para o lado moral ou ético do comportamento, se bem que, olhando para a formação da palavra, talvez seja levado a concordar que «a coisa» pode ter o seu enquadramento nesse universo, uma espécie de «2 em 1», juntando a forma e o peso do corpo e a avaliação sobre o que se é ou se faz... Quanto às bruxas, fica o sinal, quem sabe se por serem magras ou pela «outra parte», à cautela abrindo e fechando as aspas...


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