A vida é assim, Senupe...
A lengalenga repetia-se. Quisesse ou não, era isso que acontecia. Já tentara acabar com ela, mas não conseguira. Forças grandes e poderosas opunham-se. Tinha que arranjar uma maneira... Só não sabia como. «Talvez se a distraísse», pensou. Virar costas também não. Não era educado. Passar a mão pelo pêlo podia ser uma hipótese, mas não era adequado. Talvez antes a língua... mas o rosnar dela dissuadiu-o. «Vida de cão é isto», filosofou, enquanto abanava a cauda. As perdizes estavam à espera...
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