Dia do Pai
Aprendi algumas coisas com o meu pai. Deixar acumular experiência, uma delas. É um processo longo e maturado, que não se compadece com tempos de duração curta ou efémera. Muita da tensão, natural, no relacionamento entre pais e filhos advém desta vivência diferenciada da vida e do mundo, medida em escalas temporais diferentes: mais dilatada e complexa, nos pais; mais imediata e linear, nos filhos.
Não se nasce ensinado, de facto, à excepção, talvez, do que diga respeito à sobrevivência. E isso tem um preço - as certezas e as verdades inquestionáveis não podem ocorrer ou aparecer logo de início, sem passarem o crivo da experiência. Pensá-lo ou admiti-lo é laborar num erro, na maior parte das vezes funesto. E isto aprendi com o meu pai, mesmo que ele nunca mo tivesse explicitamente dito ou apontado. Assumiu-se como exemplo, simplesmente. Agradeço-lhe por isso.
Não se nasce ensinado, de facto, à excepção, talvez, do que diga respeito à sobrevivência. E isso tem um preço - as certezas e as verdades inquestionáveis não podem ocorrer ou aparecer logo de início, sem passarem o crivo da experiência. Pensá-lo ou admiti-lo é laborar num erro, na maior parte das vezes funesto. E isto aprendi com o meu pai, mesmo que ele nunca mo tivesse explicitamente dito ou apontado. Assumiu-se como exemplo, simplesmente. Agradeço-lhe por isso.
Etiquetas: Face(stories), Família
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