O Pai
Digam o que disserem, não estamos preparados para ver e lidar com uma realidade como a demência. Habituados e tranquilizados por anos e anos de rotinas e comportamentos mais ou menos previsíveis, continuados e reconhecidos, quando as coisas entram naquela categoria e passam a enquadrar o ser e o estar de uma pessoa, próxima, muitas vezes, tudo ganha uma dimensão e uma perspectiva inimagináveis, para não dizer estranha e cruel, não tenhamos medo das palavras.
E é a sensação que fica depois de visionamento do filme, O Pai, e de duas portentosas interpretações, a de Anthony Hopkins (o pai), e a de Olivia Colman (a filha). Um filme duro e comovente sobre uma realidade que nos ronda cada vez mais.
Etiquetas: Cinema
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