04 junho 2011

O treinador Villas-Boas

A época futebolística já acabou há algum tempo, mas só agora me dá para fazer um comentário sobre a campanha e as vitórias alcançadas pelo Porto: Supertaça, Campeonato (sem derrotas), Taça de Portugal e Liga Europa, numa final portuguesa, com o Braga. Dificilmente repetível, é uma época extraordinária e não é de mais enaltecer o mérito do treinador Villas-Boas, uma arriscada aposta assumida por Pinto da Costa que correu muito bem. Penso que uma agradável surpresa para quem olhe para isto de forma isenta - comigo, por exemplo, as expectativas eram baixas... -, gostei particularmente da sua forma de estar, ver e sentir o futebol e o que o rodeia, sem as bacoquices ou as prosápias típicas dos protagonistas que por lá gravitam. Os resultados foram evidentes e significativos, não deixando margem para contestar ou pôr em dúvida o mérito e a competência do homem. Então e os jogadores - dirão muitos - não contam?! É claro que sim, uma vez que eles é que marcam ou sofrem os golos. No entanto, convenhamos, alguma coisa deve ter que ser imputada ao técnico, em última instância quem define a forma como se joga, se altera ou se modifica o curso de um jogo, algo que pode correr mal, muito mal. E, nalguns momentos da época, por exemplo nas vitórias sobre o Braga, em casa, e sobre o Benfica, primeiro na Supertaça, nos 5-0 da 1.ª volta e nos 1-2 da 2.ª, e na reviravolta da eliminatória da Taça (sobretudo neste), alguma coisa deve ter acontecido que deve ter tido o dedo de Vilas Boas, pois não acredito que a auto-motivação e a forma dos jogadores chegassem. Poderá dizer-se agora, sem margem para dúvidas, que a grande «contratação» do Porto foi, precisamente, André Villas-Boas!

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