Afinal, não o estava…
A parceria entre o patrão e o ajudante não era permanente, mas ocasional, estabelecendo-se quando necessário. Como nesse dia, em que um alerta para o falecimento de uma idosa, numa instituição, levou a dupla até lá. À chegada, o patrão deu as instruções ao ajudante, simples e concisas: «Entras, procuras a senhora e trá-la para o carro». Era fácil e rotineiro, como tantas vezes, não haveria problemas… E o ajudante também assim pensou, entrando pela porta e rapidamente localizando a falecida num dos quartos da instituição, deitada, numa cama, sossegada e aquietada de preocupações terrenas, diremos nós, pois estava morta… Pegou nela com respeito e colocou-a ao ombro, tornava-se mais fácil, e dirigiu-se para o carro. Estava feito!... Porém, coisa do caneco!, aconteceu um imprevisto, daqueles que podem deitar abaixo o coração e a vontade mais robustos: a «falecida» abriu os olhos e, ao ver-se naquela situação, interrogou, amedrontada: «Mas… mas para onde é que o senhor me leva!!!?...». E o ajudante, sem perder a fleuma, retorquiu «Então, a senhora sabe para onde vai»...
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