Melro(s)
A abordagem não foi a melhor (sabe-se agora), mas na altura não se sabia. O lugar era apetecível e apreciado, carregado de tradição. A selecção tinha sido demorada e cuidada, mas tinham chegado ao candidato ideal. Quando estava tudo preparado para firmarem o contrato, a frase saiu com a singeleza própria da sua informalidade, acerca de objectivos que se perspectivavam como fáceis: «cada tiro, cada melro», garantiam-lhe, atestando a pontaria e o simbolismo. Lívido, o candidato deu um berro e um murro na mesa, pronunciando um sonoro: «Nunca!». Já não conseguiram demovê-lo.
Mais tarde, quando lhe pediram uma explicação, mostrou o seu cartão de defensor da natureza. Sem simbolismo.
Mais tarde, quando lhe pediram uma explicação, mostrou o seu cartão de defensor da natureza. Sem simbolismo.
Etiquetas: Historieta
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