Viva a liberdade
A ligação ou o afastamento das pessoas à política costuma ser analisada, a maioria das vezes, sob o prisma dos perfis dos políticos em cena, facilmente sujeitos a generalizações acríticas ou emotivas, restando a dúvida, no final desse exercício, se «a recusa» do comportamento e da forma de estar dos protagonistas políticos é, por si só, «a recusa» da política como a forma de pensar e escolher as opções para as comunidades humanas. Este é um debate que se tem mantido e, de certo, se irá continuar a manter, susceptível de tratamento e expressão diversificada, por exemplo no cinema, que tem sido um palco habitual. Uma coisa, porém, é clara: sendo uma actividade feita por e tendo como destinatários pessoas, torna-se óbvio que, em política, o ser e o estar dos líderes dos partidos é uma parte não despicienda do êxito ou do fracasso para mobilizar outras pessoas, provocando a adesão ou a rejeição. Uns conseguirão, outros não. Saber como ou porquê, é o segredo ou a pergunta fundamental. Algumas das pistas, não todas, estarão no filme Viva a liberdade, a que não escapará um sorriso, também, mais a mais por se tratar de um filme italiano, com toda a história que lhe está associada, quer de filmes, quer de política.
Etiquetas: Cinema
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