02 novembro 2014

Cristaleira

Tratava as memórias e as vivências como se fossem de cristal. Tinha o cuidado que se deve ter com este tipo de material, incluindo a limpeza e o manuseio, sempre feitos de forma delicada. A algumas, não todas, puxava um bocadinho o lustro, pois achava-as um tudo nada baças. Andava a pensar seriamente em abrir um museu, com preços simbólicos, e algum apoio de fundos comunitários... Até lá, continuava a pegar num paninho de feltro e a pensar no dia, distante que fosse, em que iria cortar a fita...

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