15 abril 2008

No pasa nada?! (capítulo II)

Ferreira Fernandes, na sua crónica de hoje no Diário de Notícias, alerta para a carta a que António Barreto fez referência na sua crónica de domingo, no Público, intitulando-a de falsa. Pelos vistos, a pergunta que ontem fazia, no pasa nada?!, afinal tinha resposta, e ela foi dada por Ferreira Fernandes hoje. Não se trata, parece-me, de uma questão sobre qual dos dois tem razão. O que a mim me intrigava, atendendo a que o livro que a publicitava já tinha sido publicado há uns meses, é que ninguém, dada a gravidade do que nela se referia, sequer se sentisse incomodado, fosse pela hipótese de ela ser verdadeira ou, na hipótese contrária, ela poder ser uma montagem. Só após António Barreto a ter citado é que alguém - e tiro o chapéu a Ferreira Fernandes - questionou a sua veracidade e afirmou, redondamente, que ela seria falsa. Tenho apreço e respeito tanto por António Barreto como por Ferreira Fernandes, apesar desta contradição insanável: neste caso, só uma das «verdades» pode ser verdadeira. Faço votos, aliás, para que Ferreira Fernandes tenha razão naquilo que escreve porque, não a tendo, a alternativa que resta é demasiado pesada para a nossa sensibilidade e responsabilidade. Para nosso bem, quer como País, quer como cidadãos, oxalá tenha razão.

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