Lanternas na noite
Admitamos que o que a seguir se vai reproduzir é do domínio da lenda ou da fantasia, que podem sempre coincidir. Os condimentos e as personagens são do melhor que há, garantiram do organismo que certifica estas coisas, agora com menos trabalho do que antigamente, é certo, mas ainda com um histórico e um arquivo competentes, sendo as principais dificuldades a capacidade auditiva e a visual dos funcionários, mas torneadas com paciência e sentido de dever por quem ausculta ou procura desvendar a arqueologia de um tempo e de uma vivência que se apegou à pele e à memória, saudosas, é verdade, mas com a consciência de que o caminho se faz (sempre!) caminhando, ou como alguém diz, contando uma história: É uma vez...
Podendo ser encenada (faça o favor, quem queira), a história começa por uma singular preocupação e assumpção de responsabilidade, praticada por dois devotos de uma mesma rua, com visão e sentido de paródia, também, mas nunca descurando a segurança de pessoas e bens, que habitualmente dormiam o sono dos justos ou dos aparentados...
Munidos de duas lanternas, uma para cada um, e com um código de cores do mais vulgar que há, copiando a simbologia aplicada nos semáforos, as duas boas e caritativas almas sinalizavam a identificação e a preocupação comuns com a nobre e mui difícil arte de trancar o acesso e a permissão a vale de lençóis da rua abençoada por tais protectores, quais cavaleiros armados pela Rainha da Paródia, que existe, pode afiançar-se, e que às vezes se levanta e percorre montes e vales, sem esquecer ruas, vielas e canelhos...
Às tantas, Roswell estava ali, a dois passos, e o Spielberg também...
Etiquetas: Apócrifos
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